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 Davi na igreja com sua mãe Kássia, seu pai Daniel e sua irmã mais velha Maria Clara. © 2018 Privado
 
 

Todos os dias, Kássia Consuelo Carneiro acorda às 5 da manhã para preparar seu filho, Davi, para o dia.

Davi, de quase 4 anos, é uma das muitas crianças no Brasil com síndrome do Zika, o que significa que ele tem uma série de deficiências e problemas de saúde. Ele não fala, mas entende tudo que seus pais e irmã mais velha dizem.

Sair com a mãe é o passatempo preferido de Davi. Mas, para Kássia, isso está se tornando cada vez mais difícil à medida que ele cresce e deixa de ser bebê.

No nordeste do Brasil, a maioria dos ônibus de transporte público não são acessíveis para cadeirantes, e Kássia disse que aqueles que o são frequentemente não param porque os motoristas consideram trabalhoso demais lidar com alguém em uma cadeira de rodas.

Kássia se acostumou a carregar Davi no trajeto de duas horas para chegar às suas sessões diárias de terapia. Mas ele pesa 12 quilos e está crescendo, de modo que Kássia começou a desenvolver problemas nas costas. Em breve, ela não poderá mais carregá-lo.

O Supremo Tribunal Federal havia agendado para esta semana a análise de um caso que poderia garantir acesso a mais serviços públicos às famílias com crianças com síndrome do Zika. Mas retirou o caso da pauta, intensificando o transtorno na vida das famílias.

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Davi, de quase 4 anos, é uma das muitas crianças no Brasil com síndrome do Zika, o que significa que ele tem uma série de deficiências e problemas de saúde. Ele não fala, mas entende tudo que seus pais e irmã mais velha dizem.